A FEIRA DE ANTIGUIDADES
Feira de Antiguidades,concentração anual,amigos ancestrais,resistentes
que teimam em não partir ainda,olhar carregado de lembranças,memórias lindas
do passado distante,palavras trémulas,gargantas roucas,gemidos envergonhados
que as Ondas do Tempo e a Ferrugem da Idade ainda não consumiram...
Tal como o meu,corpos velhos,pudins de carne em cabides de esqueleto,
apertam desesperadamente o Cantil da Vida,saboreando as ultimas gotas,
a ultima musica,o ultimo cigarro...
Fugas desesperadas de corpos que já não servem para nada senão para festim
das criaturas do cemitério
Não mortos ainda,sustentam-se da força da alma,autênticos blogs portáteis
que abrem com um simples clicar do coração,gravam postais nos
abraços ternurentos,pintam as rugas com as lágrimas do amor infinito
Guardei para mim,algumas rugas bonitas,
Lágrimas perfumadas de saudade
Mas as rugas mais bonitas
Essas,as tuas,
ficaram na feira,
NA FEIRA DE ANTIGUIDADES



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