segunda-feira, 27 de agosto de 2007

GRITOS DE SANGUE














Gritos de alegria

Gritos da Lua,do luar brilhante,

Gritos de choro,da lágrima presa e solta ao desatino,

Gritos das árvores, grito dos pássaros nos ninhos,

Gritos da meia-noite,das sombras escondidas,

Gritos das flores de pétalas arrancadas,

Gritos do Céu,tempestades de raios,

São gritos,


Mas gritos,


Gritos a sério,


São os gritos humanos,


Gritos de fome,de doença,


Gritos que choram por paz,por carinho,



Mas os gritos que gritam


São os gritos de amor


Invisiveis,dolorosos,

Misturas de saudades e presenças,


Gritos fortes,poderosos,roucos,abafados,

Derretem as gargantas

E oferecem oceanos de sangue



Grito por ti,

Nas estrelas,nos jardins,no cheiro do luar,

Nas tuas tristezas,nas tuas alegrias,nas tuas piadas,


Grito por ti,

Nas sombras das árvores,no perfume da chuva,

Na brisa do vento,

Nas canções que mais gostas,


Grito por ti,

Nas saudades,

Em todas as coisas

E em todos os sítios

Que colocas a tua alma



Grito por ti,



Sei que não me ouves,



Mas de tanto gritar,

De gritar por ti,

Minha garganta encharcada

Entupiu



Meu corpo,

já morto,

Continua

A gritar por ti


Sei que não me ouves,


Mas,

Se vieres,

Depressa,


Ainda

Ouvirás,

Baixinho,

O meu ultimo


GRITO SANGUE




KASTRU

4 Comentários:

Às 21 de outubro de 2007 às 12:00 , Anonymous Anónimo disse...

Amigo!!! é dificil tirar alguém da cabeça quando ela mora dentro do nosso coração...
Gostei... e não gostei...
Beijito da Lili.

 
Às 31 de outubro de 2007 às 21:17 , Anonymous Anónimo disse...

Sem dúvida está apaixonado.O objecto do teu amor, ou não sabe ou não quer saber é dificil deslojar alguém que vive dentro de nós força bjs.

 
Às 1 de novembro de 2007 às 20:34 , Blogger Lília Abreu disse...

hum... os ouvidos doeram...
a alma compadeceu-se,
o som é-me familiar,
noutros tempos, em que o
apego às coisas e aos outros,
gritava sobre a razão,
o apego,
roubando a alegria do
estar aqui e agora,
a dor na alma,
que nos fazia estar lá,
privando de sorrisos os que
nos rodeavam,
cegando-nos para os amores
que chegavam,
já não grito...
deixo ir, e todo aquele amor
dorido se converte
em aconchego,
para os outros, para os que já cá
estão há tanto tempo e só agora
os vi...
já não grito...
aprendo a aprender
deixar ir o apego,
escolho o presente
e todos os "presentes" que ele me dá... o amor dorido,
o amor que sorri para os outros,
e, devagar, qual boomerang,
os outros abraçam-nos,
as suas lágrimas secam as nossas,
e sorrisos aparecem,
aprender a aprender,
deixar ir o apego,
amar e sorrir,
já nao se ouve o grito,
a garganta calma,
a alma sossegada,
e os outros que nos sorriem
a pouco e pouco,
olho para trás e agradeço,
aprendi a deixar ir
e grito,
pelos presentes que o presente me dá!

 
Às 6 de fevereiro de 2008 às 00:04 , Anonymous Anónimo disse...

ola aqui fica o meu mail anjinholurdes@gmail.com
estou com saudades tuas contacta-me

 

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