sexta-feira, 5 de outubro de 2007

OS ESPELHOS DOS POETAS

















Os espelhos estão cá...

Seria um despertar

Como outro qualquer

Se os poetas dormissem

Mas não...

Insistem nas vigílias

Quando tudo repousa,adormece,

Se acalma,

Quase estranhando o bulício

Do dia

Que há-de nascer

Eles,os poetas,

Insistem...

A noite,

Mais não é do que sua amante

E as estrelas a sua inspiração

A ternura e o amor brotam espontaneamente

Como se o poeta precisasse

Da cumplicidade

Do silêncio

E das estrelas

A ternura espelha-se

Em sorrisos

Nos rostos alheios

Que na manhã se reveem no espelho...


E o menino dorme

Esperando o abraço da noite,

Das estrelas,

Das palavras dos poetas


Estar aqui e ver-se nos espelhos

Que ele enfeita com palavras,

Então,

Com sorrisos,

Penso que as noites

Sejam sempre cumplices

E amantes

Dos poetas...


Que os mimem!


No silêncio

Em que as palavras brotam,

Que o rio prateado

Seja sempre,

O espelho da ternura dos poetas


E assim,

Uma vigília ao despertar,

O dia deslizará com alegria...

A esperança não morre

Porque

Os espelhos estão cá,

Os espelhos dos poetas



(Homenagem virtual de Maria

às minhas mensagens)



KASTRU

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