OS ESPELHOS DOS POETAS

Os espelhos estão cá...
Seria um despertar
Como outro qualquer
Se os poetas dormissem
Mas não...
Insistem nas vigílias
Quando tudo repousa,adormece,
Se acalma,
Quase estranhando o bulício
Do dia
Que há-de nascer
Eles,os poetas,
Insistem...
A noite,
Mais não é do que sua amante
E as estrelas a sua inspiração
A ternura e o amor brotam espontaneamente
Como se o poeta precisasse
Da cumplicidade
Do silêncio
E das estrelas
A ternura espelha-se
Em sorrisos
Nos rostos alheios
Que na manhã se reveem no espelho...
E o menino dorme
Esperando o abraço da noite,
Das estrelas,
Das palavras dos poetas
Estar aqui e ver-se nos espelhos
Que ele enfeita com palavras,
Então,
Com sorrisos,
Penso que as noites
Sejam sempre cumplices
E amantes
Dos poetas...
Que os mimem!
No silêncio
Em que as palavras brotam,
Que o rio prateado
Seja sempre,
O espelho da ternura dos poetas
E assim,
Uma vigília ao despertar,
O dia deslizará com alegria...
A esperança não morre
Porque
Os espelhos estão cá,
Os espelhos dos poetas
(Homenagem virtual de Maria
às minhas mensagens)
KASTRU



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