sábado, 27 de outubro de 2007

O BAILE DE FINALISTAS














No final de cada curso

Há sempre uma festa,

Uma alegria,um descanso...

E,se tudo correu bem,

Para que fique na lembrança,

Organiza-se,entre todos,

O Baile de Finalistas


Se,entretanto,colocar,

Nos meus olhos

Os Óculos da Vida,

Entendo que a festa

Já começou

Há muito

E que eu sou,

neste curso,

No curso da vida,

A certeza de um finalista


No final do curso,

Ou atropelado pelo mundo

Ou numa tempestade de mar,

Quando a Rede do Pescador

Me apanhar,

Ficarei à porta

Da Maternidade da Vida

Para devolver a alma

Que um dia, trouxe por empréstimo...


Assim,

Outro menino nascerá

E compreenderá melhor

Da experiência que lhe levo,

Na disciplina dos milagres,

O calor da luz do Sol no coração,

O abraço da Lua na solidão,

O brilho do instante sagrado

No sorriso do ser humano


É assim o curso

Todos os dias morrendo,

Todos os dias vivendo...


Já me encontro na festa,

Com a canção das flores azuis,

O chiar do vento nas florestas,

Lágrimas da praia da saudade,

Suspiros de um pássaro prisioneiro,

Candelabros de sorrisos dos amigos


Dá-me a tua mão,miuda,


Não quero que a festa acabe

Sem antes dançar contigo

A Valsa da Despedida


No Baile de Finalistas



KASTRU

terça-feira, 23 de outubro de 2007

BRASIL,TERRA DO MEU ENCANTO














Na tela dos meus sonhos,

Onde as nuvens brincam

E se desfazem

Nas memórias brilhantes

E suaves

Um sítio lindo

Existe em mim,

Como a lágrima do adeus,

A amizade do abraço,

A tortura da lembrança,

A paixão de um beijo...


Brasil,

Meu amor secreto,

País do meu desejo,

Terra do meu encanto


Brasil


Tão longe e tão perto

Meus braços transformados em asas

Abrem a porta dos meus sonhos...

Misturam-se nas nuvens da minha tela

E a distância que era muita,


Não é nada


O Brasil é já aqui


Se me quiseres,amor secreto,

Oh terra do meu encanto...

Se me quiseres,

Brasil,

Como escravo da ternura,

Dar-te-ei

Palavras de amor


Guardarei na sala dos meus beijos

O carinho brasileiro

No abraço português




KASTRU

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

É AQUI QUE ME ENCONTRAS

















Ela vai chegando,

Devagarinho...

As luzes percorrem,envergonhadas,

Os contornos das suas formas,

Em todos os cantos,

Em todas as sombras,

Tentando,

De uma só vez,

Saborear toda a beleza

De um corpo nu,

Feminino,

Envolvente...


Cabelos soltos,

Caracóis ao vento,

Perfumada pela brisa do mar,

Tão linda que ela vem

Com o vestido do sorriso das estrelas...


E, meiguinha,sensual,

deitou-se

no parapeito dos amantes


É aqui que me encontro...

No abraço nocturno,

No beijo carinhoso,

Na canção do silêncio,

No mistério da noite


Ela,a noite,

Chegou devagarinho...

Abraçou a praia,

Estendeu-se na Vila,

Sesimbra adormeceu...


É aqui que me encontras...



KASTRU

domingo, 7 de outubro de 2007

O MANTO DA TERNURA

















Enquanto caminhava

Ás vezes sorria

Ás vezes sorria

Enquanto caminhava


Saudades dela?

Não...

As palavras estão presentes

E,mais do que as palavras,

Um quase inexplicável embalo

Doce e terno...


Sentir a falta dela?

Como?

Se o manto morno

O manto da ternura,

Do carinho,

Me envolve

Com notas musicais?


E sorrio...


Lembrando a intenção,a alegria,

Desafio qualquer atrevida agrura

Envolto em doçuras e sorrisos,

O manto deslizando nos meus ombros,

Protege-me

Enquanto caminho...


E sorrio


Saudades dela?

Sorrio,

Sorrio,até que irrompe em mim

Cascatas de riso

E olhos brilhantes

Enquanto caminho,

Protegido,

Pelo

Manto da Ternura


KASTRU

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

OS ESPELHOS DOS POETAS

















Os espelhos estão cá...

Seria um despertar

Como outro qualquer

Se os poetas dormissem

Mas não...

Insistem nas vigílias

Quando tudo repousa,adormece,

Se acalma,

Quase estranhando o bulício

Do dia

Que há-de nascer

Eles,os poetas,

Insistem...

A noite,

Mais não é do que sua amante

E as estrelas a sua inspiração

A ternura e o amor brotam espontaneamente

Como se o poeta precisasse

Da cumplicidade

Do silêncio

E das estrelas

A ternura espelha-se

Em sorrisos

Nos rostos alheios

Que na manhã se reveem no espelho...


E o menino dorme

Esperando o abraço da noite,

Das estrelas,

Das palavras dos poetas


Estar aqui e ver-se nos espelhos

Que ele enfeita com palavras,

Então,

Com sorrisos,

Penso que as noites

Sejam sempre cumplices

E amantes

Dos poetas...


Que os mimem!


No silêncio

Em que as palavras brotam,

Que o rio prateado

Seja sempre,

O espelho da ternura dos poetas


E assim,

Uma vigília ao despertar,

O dia deslizará com alegria...

A esperança não morre

Porque

Os espelhos estão cá,

Os espelhos dos poetas



(Homenagem virtual de Maria

às minhas mensagens)



KASTRU