segunda-feira, 27 de agosto de 2007

GRITOS DE SANGUE














Gritos de alegria

Gritos da Lua,do luar brilhante,

Gritos de choro,da lágrima presa e solta ao desatino,

Gritos das árvores, grito dos pássaros nos ninhos,

Gritos da meia-noite,das sombras escondidas,

Gritos das flores de pétalas arrancadas,

Gritos do Céu,tempestades de raios,

São gritos,


Mas gritos,


Gritos a sério,


São os gritos humanos,


Gritos de fome,de doença,


Gritos que choram por paz,por carinho,



Mas os gritos que gritam


São os gritos de amor


Invisiveis,dolorosos,

Misturas de saudades e presenças,


Gritos fortes,poderosos,roucos,abafados,

Derretem as gargantas

E oferecem oceanos de sangue



Grito por ti,

Nas estrelas,nos jardins,no cheiro do luar,

Nas tuas tristezas,nas tuas alegrias,nas tuas piadas,


Grito por ti,

Nas sombras das árvores,no perfume da chuva,

Na brisa do vento,

Nas canções que mais gostas,


Grito por ti,

Nas saudades,

Em todas as coisas

E em todos os sítios

Que colocas a tua alma



Grito por ti,



Sei que não me ouves,



Mas de tanto gritar,

De gritar por ti,

Minha garganta encharcada

Entupiu



Meu corpo,

já morto,

Continua

A gritar por ti


Sei que não me ouves,


Mas,

Se vieres,

Depressa,


Ainda

Ouvirás,

Baixinho,

O meu ultimo


GRITO SANGUE




KASTRU

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

MÃE














Um Anjo da Net,Roberto Pietro,nas estradas luminosas da noite,cavalgando uma

mota vermelha,de uma mochila branca,retira um poema e coloca-o carinhosamente

no lenço abraçado ao meu pescoço

-Foi uma amiga que me ofereceu! disse-me ele com voz musical de Anjo...

-Guarda-o no teu coração!A amiga que fez o poema é Vanda Dias da Cruz!


O Anjo acelerou a mota e desapareceu num raio de luz



Como a vida é a partilha eterna,hoje ofereço este poema a uma amiga que

tem a mãe no hospital


MÃE

Palavra pequenina mas que exprime grandes sentimentos

É sofrer calada quando seu filho sofre

Sorrir quando seu desejo é chorar

É se doar,completamente,sem restrição alguma,

Cumprir sua sagrada missão,sabendo quando perdoar



É o milagre que Deus nos concedeu

Dando prosseguimento à natureza

Gerar um novo ser dentro de nosso ventre

Trazendo-nos alegria com sua pureza



Mas quando o tempo passa e ela adoece

Deixa de ser mãe para tornar-se filha

Trocam-se os papéis e nos tornamos mãe

Daquela que já foi mãe e hoje é nossa filha


Retribuir o amor e o carinho

Que dela recebemos ao longo de nossa vida

Hoje somos adultos e ela virou criança

Depois de ter sido jovem e sadia



Tratemos nossa velha mãe com paciência

Para que ela não se sinta abandonada

Fomos cuidados por ela dia após dia

Por isso ela merece ser amada



Se todos os filhos assim procedessem

Não haveria mães tristes em asilos

Sem o aconchego do lar e da família

E sem receber um beijo todo o dia




KASTRU